{"id":122,"date":"2010-09-11T11:51:13","date_gmt":"2010-09-11T14:51:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/?p=122"},"modified":"2014-03-29T16:41:22","modified_gmt":"2014-03-29T19:41:22","slug":"bando-de-teatro-olodum-featuring-cabare-de-rrrrraca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/2010\/09\/bando-de-teatro-olodum-featuring-cabare-de-rrrrraca\/","title":{"rendered":"Bando de Teatro Olodum featuring Cabar\u00e9 de RRRRRa\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><em>Mat\u00e9ria Publicada em 2010, na Edi\u00e7\u00e3o 88, da britanica Rastreamento Magazine, com Texto de Claude Grunitzky e fotografias de Marc Baptiste.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_2083\" style=\"width: 638px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/2010-TRACE-1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2083\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-2083 \" title=\"capa da revista TRACE\" src=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/2010-TRACE-1-785x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"628\" height=\"819\" srcset=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/2010-TRACE-1-785x1024.jpg 785w, http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/2010-TRACE-1-230x300.jpg 230w, http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/2010-TRACE-1.jpg 1358w\" sizes=\"(max-width: 628px) 100vw, 628px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2083\" class=\"wp-caption-text\">capa da revista TRACE<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/trace88-2010.pdf\" target=\"_blank\">Baixar Vers\u00e3o em PDF<\/a><\/p>\n<p><strong>Bando de Teatro Olodum com Cabar\u00e9 de RRRRRa\u00e7a <\/strong><br \/>\n<em>Chica Carelli e Marcio Meirelles, fundadores do Teatro Vila Velha, pavimentar o caminho para um novo tipo de teatro de vanguarda que traz o talento excepcional preto e sub-contou hist\u00f3rias de sua fase din\u00e2mica.<\/em><\/p>\n<p>Na Avenida Sete de Setembro, em frente ao Pal\u00e1cio da Aclama\u00e7\u00e3o, Pal\u00e1cio do antigo governador no meio do Salvador Campo Grande, encontra-se o teatro Vila Velha, uma pot\u00eancia de uma institui\u00e7\u00e3o que parece encapsular muitos da Bahia profundamente controversa cultural e racial pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A equipe TRACE tinha sido convidado para conhecer e trocar id\u00e9ias com Chica Carelli, o diretor amado e co-fundador do Bando de Teatro Olodum. Para a nossa foto, Carelli escolheu para posar com o core\u00f3grafo principal do Teatro, um homem am\u00e1vel, espirituoso chamado Zebrinha. Carelli \u00e9 um agente da for\u00e7a de vontade que, como de facto gatekeeper, sabe como conseguir o seu ponto de vista. N\u00f3s concordamos em tomar um caf\u00e9 com Carelli logo antes do in\u00edcio de uma eletrizante &#8211; e racialmente carregada &#8211; desempenho por um conjunto todo preto haviam nutrido, o Cabar\u00e9 de RRRRRa\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma mulher jovial, carism\u00e1tico e um pouco exc\u00eantrico, que parecia ter uma resposta para quase todas as perguntas, e uma solu\u00e7\u00e3o para quase todos os problemas, Carelli era claramente o c\u00e9rebro &#8211; ea log\u00edstica &#8211; por tr\u00e1s de opera\u00e7\u00f5es do teatro renovado. Como ela supervisionou algumas travessuras pr\u00e9-desempenho, verificando se h\u00e1 discrep\u00e2ncias lastminute e peneirar estranhas, emo\u00e7\u00f5es c\u00e1rmicas, ela aceitou o meu convite para sentar-se para uma entrevista informal no caf\u00e9 do teatro. Eu tinha lido que o teatro Vila Velha reabriu em maio de 1998, e que os novos operadores &#8211; Carelli e seu parceiro de neg\u00f3cios Marcio Meirelles, agora o Estado da Bahia do Secret\u00e1rio da Cultura &#8211; negociado t\u00e3o dif\u00edcil com a cidade que foram concedidos total controle criativo da institui\u00e7\u00e3o com a condi\u00e7\u00e3o de que experimentar com a avant-garde. Afinal de contas, o edif\u00edcio original, que havia sido projetado para as especifica\u00e7\u00f5es mais inovadores pelo arquiteto alem\u00e3o Carl von Hauenschild, tornou-se uma esp\u00e9cie de marco abandonado. Era ent\u00e3o que os novos operadores optaram por acabar com o elemento central do teatro, de qualquer teatro &#8211; o palco.<\/p>\n<p>Carelli e Meirelles teve uma nova vis\u00e3o para o teatro, e incluiu uma vis\u00e3o amorfa de sua disposi\u00e7\u00e3o, o que significa que o est\u00e1gio convencional poderia ser reduzida ou ampliada extremamente \u00e0 vontade e de acordo com o desempenho. Carelli e Meirelles incentivou o p\u00fablico a sentar-se no palco, da mesma forma que alguns membros do elenco foram encorajados a sentar-se em qualquer lugar vazio, ao lado de espectadores. Esta abordagem disruptiva para a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de teatro municipal &#8211; um teatro que mais dependiam do Estado e financiamento corporativo para a sobreviv\u00eancia &#8211; foi percebido como um pouco de uma revolu\u00e7\u00e3o na Bahia provincial de finais dos anos noventa e in\u00edcio de 2000.<\/p>\n<p>&#8220;No in\u00edcio, todos achavam que \u00edamos falhar, que n\u00e3o sab\u00edamos o que est\u00e1vamos fazendo&#8221;, Carelli me falou. &#8220;Mas Marcio e eu perseverei, e empurrou o envelope, porque sab\u00edamos que est\u00e1vamos no caminho certo. Sab\u00edamos que este teatro foi o mesmo local onde, em seguida, artistas emergentes Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Z\u00e9 encontrou algumas de suas primeiras audi\u00eancias. Sab\u00edamos que n\u00e3o poderia decepcionar, e que as expectativas eram muito altas. Ent\u00e3o, n\u00f3s fizemos a nossa miss\u00e3o de discriminar entre n\u00edvel m\u00e9dio e artistas excepcionais. Fomos capazes de ir longe com esta nova pol\u00edtica, desde o in\u00edcio, porque tudo estava acontecendo t\u00e3o r\u00e1pido, tudo em nome de experimenta\u00e7\u00e3o e novas id\u00e9ias. &#8221;<\/p>\n<p>Marcio Meirelles, o chef\u00e3o anterior, mais tarde concordou em uma entrevista nas instala\u00e7\u00f5es do seu antigo local de trabalho. Ele aceitou meu pedido, apesar do evidente conflito de interesses que surgiu com o seu dia de trabalho como Secret\u00e1rio da Cultura. Meirelles \u00e9 o straight-tiro, derramamento de l\u00e1grima, personagem central honesto, altamente emocional neste elenco de iconoclastas. Ele disse-me que &#8220;a id\u00e9ia desse teatro sempre foi muito importante para n\u00f3s, porque n\u00f3s sentimos que este era o lugar onde pud\u00e9ssemos contar diferentes tipos de hist\u00f3rias, hist\u00f3rias que fornecem um ponto de vista equilibrado e uma vis\u00e3o de mundo contr\u00e1ria ao tipo Jorge Amado da narrativa overromanticized, onde o protagonista negro da Bahia \u00e9 sempre pobre e necessitado e triste, e a lideran\u00e7a feminina \u00e9 muitas vezes excessivamente sexualizada &#8220;.<\/p>\n<p>Para o efeito, Meirelles apontou para o hist\u00f3rico do teatro para ajudar a brilhar uma luz sobre talentosos, promissores novos atores negros da nova gera\u00e7\u00e3o do teatro brasileiro. O primeiro nome que veio \u00e0 mente foi L\u00e1zaro Ramos, hoje um dos mais procurados estrelas em ascens\u00e3o do cinema brasileiro. (L\u00e1zaro tamb\u00e9m acontece a ser o marido da estrela capa desta edi\u00e7\u00e3o, a atriz Ta\u00eds Ara\u00fajo televis\u00e3o.) &#8220;L\u00e1zaro come\u00e7ou bem neste palco&#8221;, ele disse, &#8220;e agora olhe onde ele est\u00e1. Hist\u00f3rias como a de L\u00e1zaro significa muito para mim, porque eles confirmam que os cr\u00edticos que me disseram que eu deveria parar de contar hist\u00f3rias sobre pessoas negras, porque eu simplesmente n\u00e3o conseguia entender a experi\u00eancia negra, estava morto errado. Eles estavam errados, porque a forma como o Vila Velha faz isso agora, \u00e9 tudo sobre certificando-se que cada vez mais diversas, preto, p\u00fablico \u00e9tnicos t\u00eam acesso ao teatro. Queremos levar o teatro longe das elites &#8220;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria Publicada em 2010, na Edi\u00e7\u00e3o 88, da britanica Rastreamento Magazine, com Texto de Claude Grunitzky e fotografias de Marc Baptiste. 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