{"id":1861,"date":"2014-01-27T09:13:52","date_gmt":"2014-01-27T12:13:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/?p=1861"},"modified":"2014-01-27T09:13:52","modified_gmt":"2014-01-27T12:13:52","slug":"celeiro-de-artistas-baianos-teatro-vila-velha-de-salvador-completa-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/2014\/01\/celeiro-de-artistas-baianos-teatro-vila-velha-de-salvador-completa-50-anos\/","title":{"rendered":"Celeiro de artistas baianos, teatro Vila Velha de Salvador completa 50 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>MARCIO AQUILES<\/strong><br \/>\nda folha de s\u00e3o paulo \/ ilustrada &#8211;\u00a027\/01\/2014<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: right;\">Jo\u00e3o Alvarez\/Folhapress<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" style=\"border: 0px;\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/images\/14026323.jpeg\" alt=\"Cena da pe\u00e7a 'Por que H\u00e9cuba', dirigida por Marcio Meirelles durante a mostra Vila Ver\u00e3o no Vila Velha\" width=\"572\" height=\"857\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cena da pe\u00e7a &#8216;Por que H\u00e9cuba&#8217;, dirigida por Marcio Meirelles durante a mostra Vila Ver\u00e3o no Vila Velha<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>H\u00e1 um teatro na Bahia onde Caetano, Gil, Beth\u00e2nia e Gal Costa fizeram o antol\u00f3gico show &#8220;N\u00f3s, Por Exemplo&#8221;, em 1964, no come\u00e7o de suas carreiras. Onde Othon Bastos despontou com &#8220;Eles N\u00e3o Usam Black-tie&#8221;. Onde os Novos Baianos estrearam. Assim como L\u00e1zaro Ramos.<\/p>\n<p>O teatro Vila Velha de Salvador, que comemora seus 50 anos em 2014, \u00e9 a pia batismal dos artistas baianos, segundo o m\u00fasico Gilberto Gil.<\/p>\n<p>Para celebrar o cinquenten\u00e1rio deste celeiro por onde passaram estrelas do teatro, da m\u00fasica e do cinema, o encenador M\u00e1rcio Meirelles, diretor art\u00edstico da casa, preparou tr\u00eas espet\u00e1culos in\u00e9ditos para a mostra Vila Ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Por meio de experimentos c\u00eanicos sofisticados, o diretor perpetua a tradi\u00e7\u00e3o de fazer do Vila Velha um teatro onde novas linguagens s\u00e3o criadas e artistas promissores brotam a todo instante.<\/p>\n<p><strong>O que tamb\u00e9m atrai o olhar estrangeiro.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Por Que H\u00e9cuba&#8221; foi cedida pelo dramaturgo romeno Mat\u00e9i Visniec, ap\u00f3s ele assistir a uma leitura dram\u00e1tica que classificou como lis\u00e9rgica. Na pe\u00e7a, hist\u00f3ria, mitologia grega e Carnaval desdobram-se em coros, mon\u00f3logos e dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Com &#8220;Troilus e Cr\u00e9ssida&#8221;, encenada pelo 28\u00ba Curso Livre de Teatro da UFBA, Meirelles mostrou seu talento em conduzir jovens a desempenhos not\u00e1veis em cena.<\/p>\n<p>&#8220;Frankenstein&#8221;, que estreia no dia 11\/2, fecha o ciclo de encena\u00e7\u00f5es originais neste ano.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 encenamos &#8216;Dr\u00e1cula&#8217;, personagem que n\u00e3o existe por si, n\u00e3o fala, e que s\u00f3 conhecemos pelo discurso dos outros. O monstro em &#8216;Frankenstein&#8217;, por sua vez, \u00e9 constru\u00eddo com os peda\u00e7os dos exclu\u00eddos, por isso faremos uma montagem fragment\u00e1ria que ocupar\u00e1 diversas loca\u00e7\u00f5es do teatro&#8221;, diz Meirelles.<\/p>\n<div>\n<div>\n<h4>Teatro Vila Velha<\/h4>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2014\/01\/26\/356811-970x600-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"543\" height=\"336\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Caetano Veloso foi figura presente tanto nos palcos (acima, cantando com o Bando de Teatro Olodum)<\/div>\n<div><\/div>\n<p>Haver\u00e1 nova temporada de &#8220;Cabar\u00e9 da Rrrrra\u00e7a&#8221;, encenada pelo Bando de Teatro Olodum entre os dias 8\/2 e 23\/2. O diretor destaca a pedagogia pragm\u00e1tica do Bando, um dos grupos residentes na casa. &#8220;Eles foram formados em cena, desenvolvendo processos, aprendendo a tocar instrumentos encenando musicais, Shakespeare.&#8221;<\/p>\n<p>Partindo deste conceito de aprender fazendo, Meirelles criou no ano passado a Universidade Livre de Teatro Vila Velha. Com o processo formativo reconhecido pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, que permite aos alunos obterem o registro profissional de ator, o projeto tem a multidisciplinaridade como lema.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um processo de experimentos, sempre h\u00e1 mostras p\u00fablicas para exibir o que estamos fazendo, discutimos a liberdade no processo formativo, possu\u00edmos uma moeda social que propicia com que todos dividam sua agenda livre entre atividades educativas e trabalho nos espa\u00e7os do teatro&#8221;, diz Meirelles.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 extrapolar o universo art\u00edstico e criar cursos de gerenciamento para que a nova gera\u00e7\u00e3o perpetue a saga. &#8220;O Vila Velha sempre foi regido por artistas&#8221;, afirma Meirelles.<\/p>\n<p><strong>O COME\u00c7O DE TUDO<\/strong><\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2014\/01\/26\/356814-970x600-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div>O primeiro espet\u00e1culo a ser apresentado no teatro foi Eles N\u00e3o Usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, em 1964, per\u00edodo em que eclodia a ditadura militar no pa\u00eds. No mesmo ano, o ator Othon Bastos (\u00e0 esq.) destaca-se no cinema com Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">A hist\u00f3ria do Teatro Vila come\u00e7a em 1959, quando S\u00f4nia Robatto e um grupo de alunos da primeira turma da Escola de Teatro da UFBA rompem com o diretor Martim Gon\u00e7alves e criam a Sociedade Teatro dos Novos, a primeira companhia profissional da Bahia.<\/span><\/div>\n<p>Liderados por Jo\u00e3o Augusto, encenam pe\u00e7as em col\u00e9gios e igrejas. Em 1961, o governo cede a t\u00edtulo prec\u00e1rio um terreno no Passeio P\u00fablico e inicia-se a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Erguemos tudo tijolo a tijolo. Houve tamb\u00e9m contribui\u00e7\u00e3o da sociedade e de pintores como Carlos Bastos e Caryb\u00e9, que leiloaram seus quadros para arrecadar fundos&#8221;, conta S\u00f4nia Robatto.<\/p>\n<p>Sobre a primeira montagem no local, &#8220;Eles N\u00e3o Usam Black-tie&#8221;, a atriz revela o medo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura militar que despontava. &#8220;Ach\u00e1vamos que ser\u00edamos presos.&#8221;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Jo\u00e3o Augusto em 1979, o teatro tem at\u00e9 uma fase em que s\u00e3o encenadas pe\u00e7as pornogr\u00e1ficas. Entre 1994 e 1998, a revitaliza\u00e7\u00e3o promove uma reforma que permite \u00e0 sala de espet\u00e1culos diversas configura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;O importante \u00e9 que no Vila Velha, como diz Beth\u00e2nia, o teatro tem alma porque foi constru\u00eddo por e para artistas&#8221;, diz Robatto. Resta aos jovens talentos prolongar essa tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">\u00a0publicado na ILUSTRADA \/ FOLHA DE S\u00c3O PAULO em 27\/01\/2014<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARCIO AQUILES da folha de s\u00e3o paulo \/ ilustrada &#8211;\u00a027\/01\/2014 Jo\u00e3o Alvarez\/Folhapress Cena da pe\u00e7a &#8216;Por que H\u00e9cuba&#8217;, dirigida por Marcio Meirelles durante a mostra Vila Ver\u00e3o no Vila Velha H\u00e1 um teatro na Bahia onde Caetano, Gil, Beth\u00e2nia e Gal Costa fizeram o antol\u00f3gico show &#8220;N\u00f3s, Por Exemplo&#8221;, em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1866,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,6,24,94],"tags":[72,22,12,25,350,237,55,73,353,352,346,201,20,351,326,18,129,84,348,32,195,64,13],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1861"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1861"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1861\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1867,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1861\/revisions\/1867"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1866"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}