{"id":1876,"date":"2014-02-11T13:40:59","date_gmt":"2014-02-11T16:40:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/?p=1876"},"modified":"2014-02-12T09:56:43","modified_gmt":"2014-02-12T12:56:43","slug":"universidade-livre-de-teatro-vila-velha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/2014\/02\/universidade-livre-de-teatro-vila-velha\/","title":{"rendered":"UNIVERSIDADE LIVRE DE TEATRO VILA VELHA"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1877\" style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/1779986_671293936260446_48580561_n.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1877\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-1877  \" title=\"in\u00edcio de FRANKENSTEIN - o barco de walton\/teatro vila velha\" src=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/1779986_671293936260446_48580561_n.jpg\" alt=\"in\u00edcio de FRANKENSTEIN - o barco de walton\/teatro vila velha\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/1779986_671293936260446_48580561_n.jpg 960w, http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/1779986_671293936260446_48580561_n-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1877\" class=\"wp-caption-text\">in\u00edcio de FRANKENSTEIN - o barco de walton\/teatro vila velha<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Criada em fevereiro de 2013, a universidade LIVRE de teatro vila velha \u00e9 um resumo de tudo o que o Teatro Vila Velha foi e \u00e9 at\u00e9 hoje: um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica e constante di\u00e1logo com a sociedade. A LIVRE se conecta com as ideias do artista visual e ativista pol\u00edtico-cultural alem\u00e3o Joseph Beuys (1921-1986), do diretor teatral Z\u00e9 Celso Martinez (Teatro Oficina) e de outros artistas e coletivos que pensam a arte como ferramenta pol\u00edtica de transforma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>A partir do programa de forma\u00e7\u00e3o em artes c\u00eanicas da universidade LIVRE, o Vila se reinventa continuamente, deslocando a constru\u00e7\u00e3o dos processos art\u00edsticos para lugares em que os integrantes do grupo exercem plena e conscientemente toda a autonomia criativa e de gest\u00e3o. Essa consci\u00eancia se instala por meio de a\u00e7\u00f5es multidisciplinares, transversais e po\u00e9ticas, nos quais os participantes entram em contato com conhecimentos de ilumina\u00e7\u00e3o, sonoriza\u00e7\u00e3o, cenografia, figurino, produ\u00e7\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e muitos outros que tenham o objetivo de constru\u00e7\u00e3o de um saber pleno sobre a fun\u00e7\u00e3o de todos os componentes est\u00e9ticos e \u00e9ticos envolvidos neste sistema. Cada participante da universidade passa necessariamente por todos os setores do teatro. Para a LIVRE, a forma\u00e7\u00e3o do ator n\u00e3o est\u00e1 apenas no palco.<\/p>\n<p>\u201cA LIVRE \u00e9 uma comunidade multidisciplinar, que surge com a necessidade de repensar a sociedade, o teatro. Prop\u00f5e-se n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 reflex\u00e3o, mas \u00e0 a\u00e7\u00e3o, dando resposta a um teatro que encontra dificuldades para conservar seu p\u00fablico. \u00c9 um espa\u00e7o de troca sempre constante de conhecimento. N\u00e3o temos professores, alunos, departamentos&#8230; Trabalhamos com dramaturgia, cenografia, ilumina\u00e7\u00e3o, figurino, percuss\u00e3o, voz, corpo, tecnologia. N\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o. O que nos interessa \u00e9 o compromisso\u201d, explica o diretor Marcio Meirelles.<\/p>\n<p>Os participantes da LIVRE realizam encontros de segunda a s\u00e1bado, quando, al\u00e9m dos ensaios, s\u00e3o realizados trabalhos de corpo, percuss\u00e3o, capoeira, m\u00fasica, canto, dan\u00e7a, gest\u00e3o colaborativa, dramaturgia, tecnologias, audiovisual, yoga, sempre voltados para o trabalho de ator. A LIVRE realiza ainda cursos de extens\u00e3o para os seus participantes, como as oficinas de maquiagem c\u00eanica, de ilumina\u00e7\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o de berimbaus e alfaias, instrumentos que s\u00e3o incorporados pelos espet\u00e1culos e experimentos do programa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos cursos de extens\u00e3o, a LIVRE realiza oficinas e encontros com profissionais de artes de diversas \u00e1reas, possibilitando uma troca de conhecimento que extrapola os limites do estado e pa\u00eds. A universidade LIVRE de teatro vila velha tem coordena\u00e7\u00e3o de Marcio Meirelles e a colabora\u00e7\u00e3o de Martin Domeq, Bertho Filho (prepara\u00e7\u00e3o de ator). Tadashi Endo (dan\u00e7a contempor\u00e2nea japonesa Butoh) Anita Bueno (yoga), Ridson Reis (percuss\u00e3o), Cristina Castro (prepara\u00e7\u00e3o corporal) Leno Sacramento (capoeira), o ator Cac\u00e1 Carvalho, o diretor musical do Theatre de Soleil, Jean-Jacques Lem\u00eatre, a diretora e iluminadora Fernanda Paquelet, o ator do LUME Carlos Simioni, Cibele Forjaz (dramaturgia colaborativa), a atriz Sonia Robatto, a diretora Chica Carelli, o dramaturgo Hayaldo Copque, o ator e diretor Vinicius Piedade, o grupo Mundana, Pedro Jatob\u00e1 (gest\u00e3o colaborativa), Pedro Dultra (ilumina\u00e7\u00e3o) entre outros profissionais, colaboraram neste primeiro ano da LIVRE atrav\u00e9s de encontros projetos espec\u00edficos, oficinas, conversas, demonstra\u00e7\u00e3o de processos.<\/p>\n<p><strong>Moeda Social<\/strong><\/p>\n<p>Junto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da LIVRE, o Vila entra no ambiente de Economia Solid\u00e1ria, atrav\u00e9s da moeda social \u201ctempo\u201d. O \u201ctempo\u201d serve como alternativa e complemento ao Real. Desse modo, o trabalho, bem como servi\u00e7os oferecidos pelo Vila, como aluguel de pauta, passam a poder ser negociados a partir de uma nova l\u00f3gica, que valoriza o tempo de trabalho. Participantes da LIVRE, por exemplo, pagam parte da mensalidade em dinheiro e parte em \u201ctempos\u201d, atrav\u00e9s de fun\u00e7\u00f5es desempenhadas nas diversas \u00e1reas do teatro, como comunica\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnica, bilheteria, produ\u00e7\u00e3o, entre outras. O fluxo de \u201ctempos\u201d \u00e9 administrado atrav\u00e9s da plataforma colaborativa Corais (www.corais.org\/livre), implementada no Teatro Vila Velha com a consultoria do produtor cultural Pedro Jatob\u00e1.<span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Experimentos e Frankenstein<\/strong><\/p>\n<p>Como forma de incluir o p\u00fablico no seu processo de cria\u00e7\u00e3o, a LIVRE apresenta, a cada m\u00eas, um Experimento. Nele, s\u00e3o apresentadas cenas em processo que servem como pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o para a montagem dos espet\u00e1culos. Ao longo do ano de 2013, foram apresentados seis Experimentos, todos baseados na obra Frankenstein, de Mary Shelley.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de abril de 2013, com pouco mais de um m\u00eas de trabalho, a Livre apresentou \u201cFRANKENSTEIN &#8211; EXPERIMENTO 1\u201d ao p\u00fablico baiano, atrav\u00e9s de um ambiente interativo e performativo, onde os participantes e int\u00e9rpretes abordaram a concep\u00e7\u00e3o e a proposta do programa, incorporando a exposi\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e0 dramaturgia.<\/p>\n<p>Em maio do mesmo ano, a criatura se fundiu ao universo da pe\u00e7a \u201cMacbeth\u201d, de William Shakespeare, dando origem a \u201cFRANKENSPEARE\/SHAKESTEIN &#8211; EXPERIMENTO 2\u201d, e mergulhou no que h\u00e1 de sombrio e po\u00e9tico entre os dois personagens.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Em seu terceiro experimento, a Livre prop\u00f4s mais um cruzamento po\u00e9tico da obra, intitulado FRANKENSTEIN E SEUS MITOS INTERNOS. Os mitos de Prometeu, Golem e Lucifer, que, de acordo com a leitura do grupo, s\u00e3o citados, direta ou indiretamente, no romance.<\/span><\/p>\n<p>No quarto experimento, intitulado \u201cPo\u00e9ticas da Aus\u00eancia\u201d, o diretor Marcio Meirelles e o diretor argentino Martin Domecq levantaram a discuss\u00e3o e a reflex\u00e3o sobre as diversas representa\u00e7\u00f5es da aus\u00eancia, suas ambig\u00fcidades, contradi\u00e7\u00f5es e simbologias.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">O quinto experimento explorou o feminino dentro da obra, a partir de diferentes olhares sobre a personagem Elizabeth. Al\u00e9m do trabalho orientado pela diretora teatral Cibele Forjaz com \u00eanfase no quinto cap\u00edtulo da obra, a cria\u00e7\u00e3o da criatura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">O sexto e \u00faltimo experimento foi o n\u00e3o experimento, exercitar o sil\u00eancio, transformando o pr\u00f3prio sil\u00eancio em discurso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">A reuni\u00e3o de todo esse trabalho de pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o comp\u00f5e FRANKENSTEIN, segunda montagem da Trilogia dos Monstros, que come\u00e7ou com DR\u00c1CULA (de Bram Stoker), em 2012, o FRANKENSTEIN de Marcio Meirelles prop\u00f5e a explora\u00e7\u00e3o do entorno e de todo o espa\u00e7o interno do Vila, onde o elenco se divide em grupos, conduzindo o p\u00fablico a diversas vers\u00f5es e camadas da mesma hist\u00f3ria, possibilitando ao espectador maior autonomia na constru\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias leituras sobre a trama. Uma atmosfera polif\u00f4nica, onde uma s\u00e9rie de vozes se apresentam e se cruzam; e que tem sido uma constante no trabalho do diretor Marcio Meirelles.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FRANKENSTEIN &#8211; temporada de 11 a 21 de fevereiro de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criada em fevereiro de 2013, a universidade LIVRE de teatro vila velha \u00e9 um resumo de tudo o que o Teatro Vila Velha foi e \u00e9 at\u00e9 hoje: um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica e constante di\u00e1logo com a sociedade. 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