{"id":2417,"date":"2015-02-16T11:57:10","date_gmt":"2015-02-16T14:57:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/?p=2417"},"modified":"2015-03-02T10:07:16","modified_gmt":"2015-03-02T13:07:16","slug":"lazaro-ramos-e-marcio-meirelles-celebram-parceria-dividindo-direcao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/2015\/02\/lazaro-ramos-e-marcio-meirelles-celebram-parceria-dividindo-direcao\/","title":{"rendered":"L\u00c1ZARO RAMOS E MARCIO MEIRELLES CELEBRAM PARCERIA DIVIDINDO DIRE\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 1.5em; line-height: 19px;\">O CAMPO DE BATALHA mostra pa\u00edses em guerra pelas \u00e1guas do planeta<\/span><\/p>\n<div id=\"materia-letra\">\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" title=\"O Campo de Batalha  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/lf_fewgG2yAX5BTHORJH4CdCzRY=\/s.glbimg.com\/og\/rg\/f\/original\/2015\/02\/13\/lazaro-ramos-e-marcio-meirelles1302.jpg\" alt=\"O Campo de Batalha  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"606\" height=\"455\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">L\u00e1zaro e M\u00e1rcio: amizade iniciada no Bando de Teatro Olodum (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>A amizade dos dois j\u00e1 \u00e9 antiga. M\u00e1rcio Meirelles dirigiu o primeiro trabalho de L\u00e1zaro Ramos no Bando Teatro Olodum. Anos depois, os dois se reencontram em uma situa\u00e7\u00e3o diferente, agora dividindo a dire\u00e7\u00e3o. Com texto de Aldri Anuncia\u00e7\u00e3o,\u00a0\u201cO Campo de Batalha\u201d, apesar de n\u00e3o ter sido planejado desta forma, aborda uma quest\u00e3o bem atual: a crise h\u00eddrica. Na trama, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de S\u00e3o Paulo, dois soldados inimigos conversam durante uma tr\u00e9gua na Terceira Guerra Mundial, iniciada pela disputa das \u00e1guas do planeta. A pedido do Globo Teatro, M\u00e1rcio e L\u00e1zaro fizeram tr\u00eas perguntas um para o outro sobre a montagem e o fazer teatral.<\/em><\/p>\n<p><strong>M\u00e1rcio Meirelles: L\u00e1zaro, nos conhecemos voc\u00ea ator eu diretor. Que mem\u00f3rias voc\u00ea guarda de nosso trabalho juntos no Bando?<br \/>\nL\u00e1zaro Ramos:\u00a0<\/strong>Um tempo de muito aprendizado. A minha adolesc\u00eancia foi no Bando de Teatro Olodum. Entrando em contato com teatro. As mem\u00f3rias s\u00e3o varias, desde o processo criativo que me acompanha ate hoje, um processo onde eu me sentia estimulado a ser um ator-autor, onde me sentia estimulado a ter opini\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 ao fazer teatral, mas tamb\u00e9m sobre as quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais do mundo. Guardo com muito carinho tamb\u00e9m o est\u00edmulo a vivenciar todas as \u00e1reas do teatro nos trabalhos que fizemos juntos \u2013 passeio pela ilumina\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o, figurino, etc \u2013 al\u00e9m de ter vivido personagens que n\u00e3o sei se outro diretor teria me confiado. E um dia quando te disse que tinha escrito um texto infantil voc\u00ea me estimulou a dirigi-lo. Eu mesmo sem saber se teria as ferramentas me joguei e assim nasceu meu primeiro texto. Essa confian\u00e7a foi fundamental para me sentir poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>MM: Voc\u00ea transita entre v\u00e1rios meios (teatro, TV, cinema). O que tem desses outros meios em &#8216;O Campo de Batalha&#8217;?<br \/>\nLR:<\/strong>\u00a0Vejo \u201cO Campo de Batalha\u201d como um espet\u00e1culo que dialoga com todas as tr\u00eas linguagens. O teatro como mestre, mas com proje\u00e7\u00f5es de v\u00eddeo que por vezes nos d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos numa sala de cinema, e a aproxima\u00e7\u00e3o com a TV que vem de uma observa\u00e7\u00e3o muito oportuna de Aldri quando ele pensa numa guerra que acontece num tempo em que o espet\u00e1culo por vezes \u00e9 mais importante que qualquer coisa. \u00c9 por isso que vejo \u201cO Campo de Batalha\u201d como uma busca por pensarmos a guerra do hoje para o amanh\u00e3 ser um pouco mais doce.<\/p>\n<p><strong>MM: Para voc\u00ea, hoje em dia, em que &#8216;campo de batalha&#8217; o teatro est\u00e1?<br \/>\nLR:<\/strong>\u00a0Pela sobreviv\u00eancia. A luta pela sobreviv\u00eancia da diversidade de estilos. A luta para continuar conquistando a aten\u00e7\u00e3o do publico que por vezes n\u00e3o consegue se desconectar do celular para por uma hora e meia e dar aten\u00e7\u00e3o a uma hist\u00f3ria. A luta para conseguir pagar a seus artistas. A luta para ficar mais que dois meses em cartaz. S\u00e3o v\u00e1rias batalhas, mas sempre compensadas pela transforma\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel que acontece a cada bom espet\u00e1culo que assistimos.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" title=\"Aldri Anuncia\u00e7\u00e3o e Rodrigo dos Santos em cena  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/E13VnplsodwPcGlnPkkO3mtpsWA=\/s.glbimg.com\/og\/rg\/f\/original\/2015\/02\/13\/aldri-anunciacao-e-rodrigo-dos-santos-peq1302.jpg\" alt=\"Aldri Anuncia\u00e7\u00e3o e Rodrigo dos Santos em cena  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"350\" height=\"250\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Aldri Anuncia\u00e7\u00e3o e Rodrigo dos Santos em cena (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/div>\n<p><strong>L\u00e1zaro Ramos: Depois de tantos anos trabalhando e com tantas dire\u00e7\u00f5es na carreira, o teatro ainda tem algo a lhe transformar ou \u00e9 mais uma administra\u00e7\u00e3o do que aprendeu?<br \/>\nM\u00e1rcio Meirelles:<\/strong>\u00a0S\u00e3o 95 dire\u00e7\u00f5es incluindo \u201cO Campo de Batalha\u201d. E vou te dizer, \u00e9 sempre um aprendizado. Existe um m\u00e9todo que foi sendo construindo ao longo desses 42 anos de carreira, mas cada projeto \u00e9 um novo desafio. \u00c9 como conhecer um mapa: voc\u00ea sabe e vai descobrindo as \u00e1reas, os territ\u00f3rios, os acidentes os percursos. Mas n\u00e3o os caminhos. \u201cCaminho se faz ao caminhar\u201d. E sempre \u00e9 um novo desafio porque sempre h\u00e1 mais a descobrir. Como disse, existe um m\u00e9todo, mas n\u00e3o repito os processos. Cada um \u00e9 um, cada um \u00e9 novo e depende do discurso a ser feito, onde vai ser feito, com quem vai ser feito e pra quem vai ser feito.<\/p>\n<p><strong>LR: Em que aspecto e quando ao entrar em contato com o texto &#8216;O Campo de Batalha&#8217; voc\u00ea o percebeu atual?<br \/>\nMM:<\/strong>\u00a0Eu o percebi necess\u00e1rio. Mais do que pela coincid\u00eancia hist\u00f3rica, de estar sendo montado quando h\u00e1 uma crise de \u00e1gua real numa parte do pa\u00eds que n\u00e3o conhecia isso \u2013 mesmo que em outras fosse um fato sazonal \u2013 do que pela maneira como ele desvenda e nos faz refletir sobre as guerras. Por que s\u00e3o feitas, por quem s\u00e3o feitas, para que s\u00e3o feitas. O mercado em torno disso e de como a \u201cvoz\u201d vai conduzindo as coisas, velando ou revelando, omitindo ou desviando do ponto principal. Foi na primeira leitura que entendi que esse texto tinha de ser montado agora. E quando Aldri me convidou, apesar da complica\u00e7\u00e3o que estava minha agenda naquele momento, aceitei. J\u00e1 tinha o mapa na cabe\u00e7a. Fomos achando e construindo os caminhos. E pra isso tive uma equipe incr\u00edvel, afiada e harm\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>LR: O que o teatro te deu e o que voc\u00ea deu ao teatro?<br \/>\nMM:<\/strong>\u00a0O teatro me deu uma compreens\u00e3o do mundo, uma vis\u00e3o da complexidade da sociedade, uma consci\u00eancia cr\u00edtica, muito prazer, algum dinheiro, muitos encontros com pessoas incr\u00edveis, com universos inesperados, muitas viagens geogr\u00e1ficas e emocionais, um acervo raro de imagens e a possibilidade de traz\u00ea-las de qualquer parte para a cena, uma no\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia de emerg\u00eancia e de necessidade, de ritmo, de harmonia. Uma obriga\u00e7\u00e3o de fazer coisas necess\u00e1rias que n\u00e3o poderiam deixar de ser feitas. Uma capacidade de ver o mundo a partir de diversos pontos de vista e a partir de cada um deles um novo prisma uma nova face da mesma coisa. Uma aceita\u00e7\u00e3o de nossa condi\u00e7\u00e3o ef\u00eamera, de passageiros. Uma tranquilidade diante da imperman\u00eancia das coisas e de n\u00f3s pr\u00f3prios. Uma certeza de que \u00e9 poss\u00edvel o movimento, a mudan\u00e7a, a transmuta\u00e7\u00e3o. Uma f\u00e9 incur\u00e1vel no ser humano \u201co \u00fanico no mundo que sabe que existe a poesia\u201d. Eu dei ao teatro e continuo dando o melhor de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">publicada em\u00a0<abbr>15\/02\/2015 10h00 no site<\/abbr><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">http:\/\/redeglobo.globo.com\/globoteatro\/noticia\/2015\/02\/lazaro-ramos-e-marcio-meirelles-celebram-parceria-dividindo-direcao.html<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O CAMPO DE BATALHA mostra pa\u00edses em guerra pelas \u00e1guas do planeta L\u00e1zaro e M\u00e1rcio: amizade iniciada no Bando de Teatro Olodum (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o) A amizade dos dois j\u00e1 \u00e9 antiga. M\u00e1rcio Meirelles dirigiu o primeiro trabalho de L\u00e1zaro Ramos no Bando Teatro Olodum. 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