{"id":406,"date":"2011-08-05T00:07:41","date_gmt":"2011-08-05T03:07:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/?p=406"},"modified":"2014-03-27T01:15:37","modified_gmt":"2014-03-27T04:15:37","slug":"bando-de-teatro-olodum-ensaia-nova-montagem-sobre-pelourinho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/2011\/08\/bando-de-teatro-olodum-ensaia-nova-montagem-sobre-pelourinho\/","title":{"rendered":"BANDO DE TEATRO OLODUM ENSAIA NOVA PE\u00c7A SOBRE O PELOURINHO"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/bahia\/noticia\/2011\/08\/bando-de-teatro-olodum-ensaia-nova-montagem-sobre-pelourinho.html\" target=\"_blank\">Entrevista publicada no G1 Bahia<\/a>, em 5 de agosto de 2011, sobre o trilogiaRemix.DOC#aquartape\u00e7a. Por Ingrid Maria Machado.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_407\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/marcio.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-407\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-407\" title=\"marcio\" src=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/marcio-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/marcio-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/marcio.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-407\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcio Meirelles e Chica Carelli durante ensaios do espet\u00e1culo Ben\u00e7a, \u00faltima pe\u00e7a estreada pelo Bando (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><strong>G1 &#8211; Esse \u00e9 um espet\u00e1culo comemorativo?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 \u00c9 um espet\u00e1culo reflexivo. Me dei conta de que se passaram 20 anos desde o in\u00edcio da Trilogia do Pel\u00f4. Em 1991, estre\u00e1vamos Essa \u00e9 nossa praia, na Faculdade de Medicina, que na \u00e9poca era Escola de Dan\u00e7a. E talvez devesse continuar a ser: uma escola de arte al\u00ed seria uma \u00e2ncora para o Centro Antigo. Ou uma Escola de Medicina, mas que funcionasse, que oferecesse servi\u00e7os, n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 comunidade, mas \u00e0 cidade de Salvador.\u00a0Estou no momento em Quito, no Equador, acabei de chegar de Cuenca, Patrim\u00f4nio da Humanidade tamb\u00e9m como o Pelourinho. Que diferen\u00e7a! Aqui a revitaliza\u00e7\u00e3o foi participativa, mora gente, h\u00e1 servi\u00e7os, escrit\u00f3rios de advogados, padarias, farm\u00e1cias, supermercados, \u00e9 parte da cidade, tem um vai e vem constante de pessoas. N\u00e3o s\u00f3 turistas. Os centros antigos destas cidades s\u00e3o centros, pertencem \u00e0 cidade.\u00a0Mas, ent\u00e3o, resolvi remixar as tr\u00eas pe\u00e7as da Trilogia, num quarto espet\u00e1culo, que \u00e9 um document\u00e1rio, sobre a hist\u00f3ria do Bando, da pr\u00f3pria Trilogia, do Pelourinho. Um olhar reflexivo sobre n\u00f3s, 20 anos depois.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Depois de 20 anos de grupo, o Bando de Teatro Olodum volta para a trilogia que deu in\u00edcio a hist\u00f3ria do grupo. Porque retornar para as hist\u00f3rias da Trilogia do Pel\u00f4? De onde surgiu essa vontade. Foi uma vontade coletiva ou uma sugest\u00e3o sua?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 Por enquanto, uma sugest\u00e3o minha, mas os atores est\u00e3o embarcando e percebendo a import\u00e2ncia do projeto. Creio que devemos retomar o tema, porque, de alguma forma, com filme e s\u00e9rie televisiva, \u00d3 pa\u00ed,\u00f3! Saiu um pouco de nossa m\u00e3o. S\u00e3o projetos de Monique (Gardemberg) e da Globo, a partir de nossa cria\u00e7\u00e3o. Fico preocupado com o partido que a s\u00e9rie toma. \u00c9 um produto midi\u00e1tico, industrial, que prev\u00ea um p\u00fablico que nenhuma pe\u00e7a de teatro pode sonhar. Isso d\u00e1 visibilidade ao Bando, ao nosso trabalho e a muitas das quest\u00f5es que levantamos. Coloca um grupo de teatro negro, nordestino, em rede nacional. Isso \u00e9 importante para n\u00f3s, para a Bahia, para a comunidade negra.\u00a0N\u00e3o somos objetos, somos sujeitos de um processo. Entretanto, o fato de poder atingir um p\u00fablico heterog\u00eaneo, enorme, por for\u00e7a da natureza do ve\u00edculo TV aberta \u2013 estamos falando de um produto industrial que precisa atender a esse p\u00fablico \u2013 as quest\u00f5es mais pesadas ficam em segundo ou terceiro plano, e se explora mais o humor. Corremos o risco ent\u00e3o de colaborarmos para uma certa folcloriza\u00e7\u00e3o e glamouriza\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 terr\u00edvel para quem a vive, os moradores do Pel\u00f4, o negro brasileiro. Meio o que aconteceu com a obra de Jorge Amado, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Durante os quatro anos que voc\u00ea respondeu enquanto secret\u00e1rio de Cultura do Estado, o Pelourinho foi alvo de muitas cr\u00edticas oriundas da popula\u00e7\u00e3o e da m\u00eddia, que cobravam de voc\u00ea, um resultado imediato. O que de fato ter\u00e1 nesse novo espet\u00e1culo, fruto dessas cobran\u00e7as, sugest\u00f5es, ou at\u00e9 mesmo de algo que vc queria ter feito mas n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de fazer e claro, do que voc\u00ea fez?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 O espet\u00e1culo \u00e9 uma coisa, a gest\u00e3o, outra. Vejo agora que n\u00e3o se cobra mais da Secretaria de Cultura e sim da Seguran\u00e7a P\u00fablica e, principalmente, da Prefeitura. Creio que \u00e9 um avan\u00e7o. Cultura \u00e9 isso: a forma de fazer, os costumes (e v\u00edcios), a hist\u00f3ria. E a hist\u00f3ria do Pelourinho \u00e9 de usurpa\u00e7\u00e3o. De desejo de colar a imagem de um lugar\/s\u00edmbolo, patrim\u00f4nio da humanidade a um gestor. A um governo. Ora, as cr\u00edticas que a imprensa veiculou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Secult, estavam com o foco montado por uma gest\u00e3o anterior de Cultura e Turismo. Turismo n\u00e3o salva nada. Cultura sim. Turismo \u00e9 predat\u00f3rio, se n\u00e3o for atrelado a um processo cultural forte. O que houve naquele territ\u00f3rio foi o desmantelamento de uma cultura. Um corte, com a retirada dos moradores, dos servi\u00e7os. O que deveria ter sido feito era o fortalecimento e a inclus\u00e3o desses atores no processo de revitaliza\u00e7\u00e3o. Foi o que foi feito na gest\u00e3o passada. O fortalecimento, o debate aberto, a inclus\u00e3o. E se a m\u00eddia fortaleceu uma campanha contra mim. O que ouvia e ainda ou\u00e7o quando passo no Pel\u00f4 \u00e9 outro discurso, de reconhecimento e afeto. O que fizemos foi colocar as coisas no lugar. A Prefeitura deve assumir suas responsabilidades, os comerciantes as suas, os moradores e frequentadores tamb\u00e9m. O baiano deve dizer de fato o que \u00e9 que quer daquele lugar. O espet\u00e1culo celebra um novo tempo, olhando os 20 anos de reforma. Ali\u00e1s, a Trilogia, o Bando e a reforma come\u00e7aram juntos. O Bando e a Trilogia est\u00e3o a\u00ed. J\u00e1 a reforma&#8230;..<\/p>\n<div id=\"attachment_409\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/marcio_lula.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-409\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-409\" title=\"marcio_lula\" src=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/marcio_lula-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/marcio_lula-300x199.jpg 300w, http:\/\/www.marciomeirelles.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/marcio_lula.jpg 304w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-409\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcio Meirelles e o ent\u00e3o presidente Lula, recebendo pr\u00eamio da Caixa Econ\u00f4mica Federal (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><strong>G1 &#8211; Ainda na seara de gestor governamental a frente da Secult, voc\u00ea levou o gabinete da secretaria para se instalar no Pelourinho. Como foi ficar mais pr\u00f3ximo dessa realidade. Durante esse per\u00edodo vc percebeu muitas mudan\u00e7as? Quais foram essas mudan\u00e7as&#8230; Elas ser\u00e3o levadas para o palco?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 Nunca estive longe dessa realidade. Mudar a Secretaria pra l\u00e1. Foi um ato pol\u00edtico, foi resposta a uma demanda surgida logo no primeiro semin\u00e1rio que fizemos. O Governo, atrav\u00e9s da Secult, estava al\u00ed instalado. E al\u00ed foi feito um trabalho rico e lindo. Beatriz Lima, gestora do Escrit\u00f3rio de Refer\u00eancia do Centro Antigo de Salvador, criado pelo governador Jaques Wagner, conduziu um processo de elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Reabilita\u00e7\u00e3o \u2013 com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 600 pessoas \u2013 que foi premiado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal e, se executado, resolve o problema daquele territ\u00f3rio. Mas tem que ser um trabalho integrado: minist\u00e9rios, secretarias de Estado, Prefeitura e iniciativa privada. A Secretaria de Cultura fez a sua parte. E muito bem.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Agora, 20 depois, na sua percep\u00e7\u00e3o, o que mudou no Pelourinho? Nas pessoas que moram e frequentam o Pel\u00f4.<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 Muito. O Pelourinho n\u00e3o \u00e9 mais aquele. Ali\u00e1s a Trilogia acompanhou essa mudan\u00e7a. Essa \u00e9 nossa praia \u00e9 antes da reforma. \u00d3 pa\u00ed, \u00f3! no in\u00edcio e Bai bai Pel\u00f4 conta exatamente a hist\u00f3ria da expuls\u00e3o dos moradores. O engra\u00e7ado&#8230; ali\u00e1s, o tr\u00e1gico da hist\u00f3ria \u00e9 que, em Bai bai, tem um personagem, um mendigo chamado Neg\u00f3cio Torto, que \u00e9 um estorvo naquele Pelourinho reformado. Ningu\u00e9m sabe o que fazer dele e ele \u00e9 morto por acidente no final. \u00c9 um pouco isso. Neg\u00f3cio Torto era tudo que se quis tirar, excluir, eliminar com a reforma. Mas o cad\u00e1ver est\u00e1 ali. Insepulto. Fedendo, denunciando. Pena que n\u00e3o se fa\u00e7a a reflex\u00e3o correta e se pregue na cruz o Cristo da ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Como est\u00e1 sendo o ensaio. Me conte um pouco de seu olhar sobre os atores nesses primeiros dias de ensaio?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 Os ensaios v\u00e3o ser retomados logo depois da estr\u00e9ia da nova temporada de Cabar\u00e9 da Rrrrra\u00e7a, agora dia 22 de julho. Estamos trabalhando, desde Ben\u00e7a, mais fortemente, com novas tecnologias. Os ensaios t\u00eam sido participativos. E, agora, ser\u00e3o online, para que o p\u00fablico possa participar. Quero fazer uma oficina para atores, meio retomar o in\u00edcio de tudo. Quem sabe consigo fazer no Pelourinho, na Escola de Medicina, onde foi montada Essa \u00e9 nossa praia&#8230; Quanto aos atores do Bando. Ainda estamos surpresos com tudo isso. \u00c9 sempre assim. Cada novo processo \u00e9 novo. N\u00e3o repetimos modelos, e sempre \u00e9 um tempo instigante, de perplexidade, o in\u00edcio dos ensaios de um novo espet\u00e1culo.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Como est\u00e1 sendo a constru\u00e7\u00e3o das personagens? As personagens antigas far\u00e3o parte do espet\u00e1culo. Novas personagens v\u00e3o ser criadas?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 As personagens j\u00e1 est\u00e3o constru\u00eddas. Precisamos desconstru\u00ed-las um pouco. Rever, revisitar. Nos reapropriarmos das personagens do teatro. Que se confundiram um pouco com as do cinema e da s\u00e9rie. Quer ver um exemplo? Reginaldo. Pra n\u00f3s, ele nunca teve um caso com Iolanda (o travesti). Ele era o malandro, e aquilo era parte da estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia de Iolanda: acusar, difamar&#8230; Bom, parece que conseguiu (risos).\u00a0Pode ser que surjam novos personagens tamb\u00e9m. Mas queremos \u00e9 refletir por exemplo o que aconteceu com Dona Joana, a crente, nestes 19 anos desde que os filhos foram assassinados. E, por exemplo, como \u00e9 o filho de Reginaldo e Maria, agora com 18, 19 anos?<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Quantas pessoas fazem parte da montagem do espet\u00e1culo?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 O processo ainda est\u00e1 em aberto. Atores podem sair, outros entrar. Seguramente teremos t\u00e9cnicos conosco, quase como personagens, operando microfones, sons, streaming, imagens. Gostaria muito de trabalhar com o Nova Saga, uma banda de rap que mora no Carmo.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Voc\u00ea selecionou algum ator novo para essa montagem? Tem vontade de selecionar?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 Pode ser que surja algum, se fizermos a oficina. Mas estamos muito felizes \u00e9 com a possibilidade de termos alguns atores antigos de volta.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Os atores \u2018antigos\u2019 como L\u00e1zaro Ramos e \u00c9rico Bras, eles far\u00e3o parte do espet\u00e1culo.<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 L\u00e1zaro e Br\u00e1s s\u00e3o do Bando, trocamos muitas ideias e eles continuam ligados, mas os compromissos deles n\u00e3o permitem que passem tanto tempo na Bahia, num processo t\u00e3o longo. Por outro lado, Luciana Souza e Edvana Carvalho, est\u00e3o participando do processo e v\u00e1rios outros antigos atores v\u00e3o ser chamados a colaborar.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Diante de tantas evolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas nesse per\u00edodo de 20 anos, voc\u00ea utilizar\u00e1 alguma delas como recurso c\u00eanico?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 Pois ent\u00e3o: desde Ben\u00e7a temos investigado muito o uso das tecnologias e das redes sociais. N\u00e3o penso nunca em usar tecnologia como efeito ou como um show room, mas usar essas ferramentas na medida em que elas podem ampliar nosso discurso. Assim como o microfone amplia a voz, os refletores, a capacidade de vis\u00e3o e de recorte\/montagem, da cena, essas novas ferramentas, como transmiss\u00e3o ao vivo, manipula\u00e7\u00e3o de som e imagem (como fazem os djs e vjs) ampliam a cena, o espa\u00e7o, o alcance. Tamb\u00e9m o tempo: como em Ben\u00e7a podemos interagir com o passado, com n\u00f3s mesmos em registros das pe\u00e7as originais em v\u00eddeo. Poderemos ver os atores contracenarem com eles mesmos de 20 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; Quando estr\u00e9ia a montagem?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 \u00c9 preciso um tempo, tanto pra maturar o assunto, que \u00e9 muito complexo, quanto pra assimilar toda a parte tecnol\u00f3gica. Al\u00e9m do qu\u00ea, ainda n\u00e3o temos recursos financeiros. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem ainda previs\u00e3o de data para a montagem final, mas estamos trabalhando online, ent\u00e3o o processo j\u00e1 \u00e9 produto. E est\u00e1 sendo compartilhado por muita gente.<\/p>\n<p><strong>G1 &#8211; De fato, o espet\u00e1culo j\u00e1 est\u00e1 garantido na nova s\u00e9rie da globo? Tem data prevista para estr\u00e9ia nas telinhas? O novo espet\u00e1culo poder\u00e1 virar um filme?<br \/>\n<\/strong>MM \u2013 A Globo tinha praticamente fechado a terceira temporada para este ano, mas foi cancelada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista publicada no G1 Bahia, em 5 de agosto de 2011, sobre o trilogiaRemix.DOC#aquartape\u00e7a. Por Ingrid Maria Machado. G1 &#8211; Esse \u00e9 um espet\u00e1culo comemorativo? MM \u2013 \u00c9 um espet\u00e1culo reflexivo. Me dei conta de que se passaram 20 anos desde o in\u00edcio da Trilogia do Pel\u00f4. 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