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AVELÃZ Y AVESTRUZ – leitura cênica de um documento

leitura do DOCUMENTO VERDADE no TCA

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A estréia do Avelãz y Avestruz, no Teatro Sesc/Senac Pelourinho, em junho de 1976, foi uma inovação no teatro baiano. Uma aventura não apenas estética, mas também comportamental, gerencial e política que refletia o que estava acontecendo na Bahia e no Brasil. Aquele coletivo baiano de alguma forma sintetizava isso.
O AYA era um grupo que se consorciava através de contratos coletivos para cada peça. Não era uma companhia empresarial, como as que faziam o teatro profissional da Bahia, e também não era um grupo amador. Não se considerava assim. Seus artistas não queriam ser patrões nem empregados. Queriam ser independentes e fazer teatro.
Isso foi um impacto.
Em 1980, durante o Festival de Arte da Bahia 80, coordenado por Ernst Wdmer, realizou-se o 1° Fórum Nacional de Teatro e o grupo foi convidado para apresentar sua inovadora forma de funcionamento artístico e gerencial na mesa: Técnicas regionais de criação e produção – Nordeste.
Os artistas que integravam o Avelãz y Avestruz naquela época: Maria Eugênia Milet, Hebe Alves, Fernando Fulco, Sérgio Guedes, Sérgio Carvalho, Milton Macêdo e Marcio Meirelles – entre a temporada de seu espetáculo mais recente, BAAL, na Sala do Coro, e a turnê que fariam com ele – reuniram-se em Estância/SE, num processo de imersão em sua própria trajetória. Reviu documentos, recortes de jornais especialmente, e elaborou a partir deles o documento DEPOIMENTO VERDADE DO AVELÃZ Y AVESTRUZ – COOPERATIVA.
São fragmentos de artigos, críticas, reportagens e declarações do próprio grupo transcritas pelos jornalistas, selecionados e comentados pelos artistas.
O grupo partiu em turnê e seu diretor, Marcio Meirelles, retornou para fazer a apresentação do documento.
Na mesa estavam também Luíz Marfuz para falar sobre criação coletiva e Eduardo Cabus, sobre teatro empresarial. O texto foi apresentado, como numa leitura dramática, por Marcio e amigos do grupo, uma vez que os atores estavam em cartaz em outra cidade.
Este documento dá conta da história e ideias do Avelãz, assim como do que a imprensa achava do grupo e o que o grupo achava disso, pelo menos até 1980, quando foi escrito.
O DEPOIMENTO VERDADE… será lido mais uma vez. Agora no palco do Teatro Castro Alves, durante o FIAC, por artistas que participaram do AyA, por jornalistas e pessoas ligadas ao grupo. Simultaneamente estarão sendo projetadas imagens de todos os espetáculos que fizeram. Isso e os próprios participantes darão conta do que aconteceu depois.
Maria Eugênia Milet, Hebe Alves, Fernando Fulco, Milton Macêdo, Chica Carelli, Marcio Meirelles e Deolinda Vilhena já confirmaram presença no palco.

Publicado em 26/09/2011 | nenhum comentário

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