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ENCONTROS E DESCOBERTAS: O ENCENADOR E O POETA

texto de deolinda vilhena para o programa de PROJETO MATÉI – cinco peças de matéi visniec encenadas por marcio meirelles e realizadas pelo teatro vila velha – julho agosto 2015

Nunca acreditei em coincidências. Acredito em encontros, em chamados, em caminhos cruzados, em energias que interagem. Por isso quando em 2013 recebi um convite para participar da terceira edição dos Encontros Internacionais de Cluj, organizados pelo Teatro Nacional de Cluj-Napoca, capital da Transilvânia, terra do Drácula, na Romênia, agradeci muito a Jean-Jacques Lemêtre e Georges Banu a indicação do meu nome para Mihai Măniuţiu e Ştefana Pop-Curşeu, respectivamente Diretor e Diretora Artística do Teatro Nacional de Cluj Napoca.

Em seguida corri para contar a novidade a Marcio Meirelles, com quem dividia a coordenação da XXVIII edição do Curso Livre de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Afinal, Marcio havia sem querer me aproximado da Romênia, não apenas porque havia montado Drácula, como me contara, com paixão e entusiasmo, que havia descoberto numa livraria, ao acaso, livros de um dramaturgo romeno que escrevia em francês e por ele se encantara.

Talvez por isso, quando me vi frente à Matéi Visniec em outubro de 2013, dias após voltar da sua Romênia natal, e assistir a uma das mais belas palestras sobre teatro e política que já presenciei na vida, tenha me sentido tão próxima dele, de sua arte e de seu pensamento.

Menos de dois anos se passaram entre a primeira visita de Matéi a Salvador e a estreia da safra 2015 de encenações de suas peças com a chancela de Marcio Meirelles, ora com os alunos da Universidade Livre de Teatro Vila Velha, ora com a participação de artistas consagrados do teatro baiano como Chica Carelli e Sonia Robatto, ora fazendo interagir a Universidade Livre e o Bando de Teatro Olodum.

De ilustre desconhecido a febre nacional, Matéi Visniec tem sua obra levada aos palcos brasileiros os mais diversos: de Gilberto Gawronski passando por Miguel Hernandez e André Abujamra, chegando até Regina Duarte, sim a nossa eterna namoradinha, estrela maior da televisão brasileira, assinou a direção de A Volta para Casa e confessa ter planos para dirigir outros textos de Visniec.

Mais do que o interesse do Brasil pela obra de Matéi, o que me seduz e me traz aqui é a descoberta e o encantamento de Marcio Meirelles pela obra de Matéi Visniec. Descoberta essa que nasceu de um encontro. O encontro de dois artistas, que se diferenciam da maioria porque são capazes de estabelecer um diálogo com a sociedade do seu tempo; com uma sociedade que está necessitadíssima dessa proposta de diálogo, mesmo que nem tenha consciência disso. E tudo isso com uma pitada de humor, como é fundamental na Bahia. Ainda que seja humor negro, mas humor, como Visniec mesmo sinaliza: “Para mim, o humor tem duas facetas – uma que provoca riso e outra, escondida, que faz chorar. Nas minhas peças eu proponho um voo por cima do humor triste”[1].

Matéi nasceu dia 29 de janeiro de 1956, numa cidade do norte da Romênia, segundo informações no site do autor “uma cidade fabulosa, chamada Radauti, cortada ao meio por uma estrada de ferro (a cidade, mas também seu cemitério e sua alma) e esta estrada de ferro foi desde sempre o eixo de simetria axial do nosso criador”. Nasceu e cresceu sob os ares de uma ex-monarquia, transformada em República Popular Comunista em 1947 e que entre 1967 e 1989 será dominada por um ditador que atendia pelo nome de Nicolae Ceausescu.

A literatura surgirá em sua vida como um espaço de liberdade, liberdade esta que ele vai procurar em Bucareste onde vai estudar filosofia. O jovem Matéi acredita na resistência cultural e na capacidade da literatura em demolir o totalitarismo, mas acima de tudo aposta na força do teatro e da poesia em denunciar a manipulação das pessoas pelas “grandes ideias”. É assim que ele se transformará na figura emblemática da geração anos 80 em seu país.

Entretanto, ao se tornar um autor proibido buscará asilo político na França em 1987, onde se fará Doutor pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais com uma tese sobre a resistência cultural nos países da Europa do Leste na época comunista. Nesse momento, Matéi entendeu que, para aumentar seu número de leitores, seria preciso escrever suas peças em francês. Nasce assim mais um autor romeno de expressão francesa ou, como ele costuma dizer poeticamente em suas entrevistas, “o romeno me deu minhas raízes e o francês me deu asas”.

O sucesso internacional chegará como reconhecimento da obra de um autor que, desde 1992, é um dos mais montados no off do Festival de Avignon, com cerca de quarenta criações. Acrescente-se o fato dele ser, desde a queda do comunismo na Romênia, o autor dramático vivo mais encenado no país, devidamente reconhecido pelos seus pares em 2009, quando recebeu o importante Prêmio Europeu da SACD – Sociedade dos Autores e Compositores Dramáticos da França. Natural que, com essa trajetória, ele chegasse ao Brasil.

Estranho é que ele tenha encontrado seu “duplo” em Salvador. Mais precisamente num teatro localizado no Passeio Público, o mais belo dessa terra de Todos os Santos, o Teatro Vila Velha, berço da resistência cultural em anos mais ou menos sombrios, na figura de Marcio Meirelles.

Como Visniec, Meirelles nasceu na década de 50, em 26 de maio de 1954, o que o faz menos de dois anos mais velho que o menino de Radauti, em Salvador, primeira capital do Brasil e a mais negra das cidades brasileiras, fatores determinantes na construção da história dessa cidade.

Se Visniec nasceu numa República Popular Comunista, Meirelles nasceu num Brasil presidido por Getúlio Vargas, anticomunista ferrenho que conseguiu a façanha de ser ditador e presidente eleito dessa nossa frágil República. Aliás, o ano do nascimento de Meirelles será marcado pelo suicídio de Getúlio.

A infância do menino soteropolitano será embalada pelo sonho visionário de Juscelino Kubitschek, a construção de Brasília, a indústria automobilística, o progresso. Mas também pela renúncia de Jânio Quadros, a derrubada de João Goulart via Golpe Militar, o que significa que antes de completar dez anos Meirelles, como Visniec, crescerá num regime ditatorial. Na Romênia uma ditadura de esquerda. No Brasil uma ditadura de direita. Ditaduras têm em comum o fato de serem ditaduras, indiferente das posições políticas dos donos do poder.

Artista plástico, Meirelles traça um caminho entre Arquitetura e Belas Artes mas é como diretor, cenógrafo e figurinista, atuando no teatro desde 1972 que construirá sua história. O percurso do filho de Dona Ady ultrapassa as fronteiras da Bahia, nas terras do Senhor do Bonfim, de criador do grupo Avelãz y Avestruz (1976-1989) e fundador, ao lado de Chica Carelli, do Bando de Teatro Olodum, formado somente por atores negros ele chegou a Secretário de Estado da Cultura, em 2007 no primeiro governo de Jaques Wagner. Mas o reconhecimento nacional passa obrigatoriamente pelo Rio de Janeiro, e ele viria com o convite para, ao lado de Werner Herzog, dirigir o espetáculo Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, durante a ECO 92. Anos depois, também na Cidade Maravilhosa, sua peça Candaces: A Reconstrução do Fogo (2003) encenada com a Companhia dos Comuns viraria samba-enredo do Salgueiro no carnaval de 2007.

Apesar da distância entre Salvador e Raudati, não é difícil encontrar um ponto em comum entre o baiano Meirelles e o romeno Visniec. O primeiro deles talvez seja o questionamento político. As questões que Meirelles identificou no teatro de Visniec ultrapassam o estágio de questões regionais, aparentemente restritas à Europa, elas dizem respeito ao mundo e ele as compreende de imediato: “esse é o teatro que precisa ser feito no século XXI. O teatro é realmente a transformação. É uma poesia que ele escreve que me leva a pensar isso”.[2]

Lembro-me bem da primeira vez que Marcio me falou de Matéi Visniec, saímos tarde do teatro e ele veio me deixar em casa, ficamos conversando dentro do carro e a empolgação era contagiante: “É uma obra incrível. É uma descoberta estonteante. Em meio à crise que vivo com o teatro achei vários livros de um cara que nunca havia ouvido falar e de cara compreendi que as coisas que ele escreve são a matéria-prima necessária ao teatro que eu estava buscando fazer”.

Tempos depois, em uma de suas entrevistas ele fazia referência a um “encontro artístico”: Matéi fala de uma diáspora do teatro e eu acredito nisso. Eu descobri ele porque uma editora publicou 18 textos dele em 15 livros. Aí eu cheguei na livraria e me perguntei como uma editora brasileira lança livros de um cara romeno. Comprei três livros, li e comecei a montar os textos.[3]

Mas, a força desse encontro que o levou a comprar três livros de um autor do qual ele jamais havia ouvido falar, ler e montar os textos, passa pela identificação: “quando o li foi como se eu visse meu pensamento fora de mim. Com alguém falando muito melhor aquilo que penso em palavras[4]. O encenador Marcio Meirelles havia encontrado seu autor. Um autor que “seduz atores e diretores pela sua simplicidade, pela maneira direta como aborda assuntos por ele tratados e, sobretudo, pela liberdade que oferece aos diretores em imprimir suas leituras ao texto”.[5] Essa liberdade será, com certeza, um fator determinante nessa parceria.

Após o questionamento político e a liberdade de criação, chegamos a contemporaneidade e a urgência em dizer ao mundo, dois outros fatores que aproximaram Meirelles e Visniec. Para ambos produzir um teatro em diálogo com o tempo presente é uma necessidade, talvez porque saibam que dialogar com o tempo presente é mais do que tratar da vida real como uma simples e exata representação da mesma. A sociedade mudou e o teatro deve refletir essa mudança, não sendo apenas reflexo, mas sim instrumento de reflexão.

Há muito questionamos o teatro e sua necessidade e/ou sua importância para a sociedade atual. Quando o teatro não cumpre seu papel social, não estabelece um diálogo permanente com o tempo presente, ele serve a que ou a quem? No Brasil vivemos já há algum tempo, um tempo de fazer do teatro uma ação entre amigos. Há de chegar o momento em que esses, que se preocupam apenas com o processo e não com o resultado, compreenderão o desserviço que prestaram ao teatro, público quer resultado e não processo e teatro sem público não é teatro. Detalhe: esse alerta foi dado por ninguém menos que Grotowski, no século passado, ao afirmar que tudo pode ser sacrificado no teatro, menos seu núcleo vital, que é a relação entre ator-espectador, se suprimirmos um desses dois aniquilaremos o fenômeno teatral.

Por isso me apaixona o movimento que se instalou no Teatro Vila Velha nesses últimos dois anos. Um ritmo ensandecido de produção e trabalho que nasce com a criação da “universidade LIVRE de teatro vila velha” – essa é a grafia escolhida por eles – repudiando os cânones das universidades estabelecidas, e aqui com todas as diferenças que nos separam, pois que faço parte – com muita honra e orgulho – da Escola de Teatro de uma universidade tradicional, a Federal da Bahia, tenho que reconhecer que Marcio está na origem de um movimento que certamente marcará a renovação do teatro soteropolitano. O tempo dirá.

Não sei dizer se eles são 30, 40 ou 50 atores-aprendizes circulando diariamente no Vila Velha, ocupando todos os espaços, mas sei que são atores braçais e em permanente formação. Sei que são meninos e meninas, todos compraram a ideia de Marcio Meirelles e estão em cena quase que permanentemente em dois espetáculos diferentes. Representando em dias alternados e ensaiando e preparando a próxima criação pela manhã. Houve dias que vi atores-aprendizes fazerem três sessões no sábado e três sessões no domingo. É emocionante ver o esforço que fazem, ver que eles ainda não vivem de teatro, mas já entenderam que não podem viver sem o teatro.

Mesmo que a produtora que sou discorde dessa lógica de produzir para não difundir, de levantar espetáculos com o objetivo de permanecer apenas duas semanas em cena por acreditar que um espetáculo precisa de tempo para existir, não posso deixar de respeitar e observar a opção feita por Meirelles e pelos meninos da Livre.

Confesso que vejo com esperança esse movimento. Confesso também que temo por eles, avessa que sou ao que nasce sem planejamento, organização e disciplina. E Meirelles com seu lado artista muito forte insiste em negar tudo isso. Mas torço para que eles estejam certos e que do completamente bordélique nasça algo de novo.

Afinal, é no mínimo um alento ver a garra com que esses meninos estão trabalhando, numa cidade onde não há tradição de teatro de grupo, onde a cultura do evento e da festa parece reger os caminhos, onde vícios seculares fortaleceram uma cultura baseada na política de balcão, onde o lema “farinha pouca meu pirão primeiro” ainda é defendido, ver um teatro onde existe uma produção efervescente e que nas palavras do capitão do navio é um teatro que “não precisa de Malhação (alusão a soap opera global), temos o Vila e nossa Tróia pra defender. Podemos cair, mas não pela força do inimigo, só pela nossa fraqueza…que às vezes parece existir às vezes não…”.

E nesse processo de gestação a obra de Matéi Visniec chegou como um sopro, alimentando com a força de suas palavras algo de novo, que não rompe com o passado apenas por romper; mas algo de novo está sendo feito em resposta a um vazio presente e que incomoda quem faz o velho teatro da ação entre amigos, da exibição de processos ou coisa que o valha. Para Deleuze resistir é construir. No caso do novo Teatro Vila Velha, opor-se ao sistema estabelecido é exatamente isso: resistir construindo. Afinal de contas opor-se a qualquer coisa deve surgir como consequência. Ser oposição por ser oposição, sem construir é altamente insuficiente.

No momento em que escrevo essas linhas, a poucos metros de onde me encontro, Marcio Meirelles e a LIVRE preparam o próximo capítulo dessa frutuosa parceria. Pelas redes sociais acompanho os novos espetáculos que estão sendo gestados na minha Cartoucherie Bahianaise – como carinhosamente chamo o Teatro Vila Velha, numa referência à sede do Théâtre du Soleil, em Paris. Mais três peças de Matéi Visniec: Cuidado com as Velhinhas Carentes e Solitárias, A História dos Ursos Pandas e As Palavras de Jó, essa última trazendo de volta aos palcos, como ator após tinta e seis anos de ausência, Marcio Meirelles. Sim, o encontro com os textos de Visniec também devolveu a Marcio a vontade de voltar a atuar. E parece que é apenas o começo.

Na parceria estabelecida entre Marcio Meirelles e Matéi Visniec, sem dúvida o que há de mais importante é ver na formação desses jovens aprendizes de atores, não há apenas o contato com Shakespeare, ou outros grandes nomes da dramaturgia universal, mas ver que esse aprendizado é construído em cima do discurso de um autor do tempo de hoje, um autor que não tem medo de olhar para cada um deles e pedir que não se deixem “convencer por aqueles que dizem que há somente uma forma de economia, há somente uma forma de pensar, há somente uma forma de ideologia. Para resistir àquilo que eu chamo de lavagem cerebral, feita pela ideologia, pela religião, pela sociedade de consumo, pela propagando do consumo, por tantas formas de pressão, a insolência é necessária e é um belo presente que se dá à humanidade.[6]

Quando de sua passagem pela FLICA, Festa Literária Internacional de Cachoeira, Matéi Visniec disse que a É Realizações ter traduzido vinte peças de sua autoria “é uma forma de dizer que existe uma comunidade internacional da resistência, com pessoas que fazem circular a cultura e constroem pontes através dela. Graças a isso tenho hoje muitas peças presentes nos palcos do Brasil“.

Sim, essa comunidade existe e é uma realidade. E na Bahia ela tem sua sede no Passeio Público, à beira da Baía de Todos os Santos, no Teatro Vila Velha, onde Marcio Meirelles continua acreditando, ainda que com menos força como ele mesmo diz, que o teatro pode mudar o mundo, exatamente como quando ele começou a fazer teatro político na universidade nos anos 70. A busca pelo lugar do teatro no século XXI deve ser a grande questão dos nossos artistas. E para isso precisamos formar não só atores e profissionais de teatro conscientes, mas espectadores que sejam mais testemunha do que espectadores, que acreditem no teatro engajado, na força do teatro militante sem ser dogmático, um teatro que tenha algo a dizer e que não seja apenas parte integrante da indústria do entretenimento.

Um teatro que, como diz Matéi Visniec, se engaja no que ele chama “de iniciativa para a construção de uma consciência para despertar, acordar a consciência adormecida e para construir a consciência cívica, moral, estética e cultural sobretudo dos jovens”[7]. Jovens que se reconhecem em suas peças dando sentido à vida do autor, afinal diz Visniec quando o texto literário passa a atravessar as fronteiras linguísticas e geracionais, é um sinal que ele detém uma mensagem universal.[8]

Pouco antes de sua mais recente viagem ao Brasil, em outubro de 2014, entrevistado pela Revista CULT, ao ser indagado sobre o que a arte do teatro tem a dizer hoje para o homem do século 21, Matéi assim respondeu: “a arte do teatro tem a mesma força e o mesmo frescor, hoje, que na época de Sófocles e Eurípides. É uma arte viva e nada pode substituir a emoção que emana dessa cerimônia interrogativa que é o teatro. Fazer teatro, ir ao teatro, amar o teatro são maneiras de transformar a civilização”.[9]

Sigamos assim.

 

 

Deolinda Vilhena

Salvador, Outono 2015

 

 



[1] Citação de Matéi Visniec tirada do site http://www.icr.ro/dupainpleinlespochesemlisboa. Visualizado em 3 de abril de 2015.

[2] Marcio Meirelles. Visualizada em 4 de abril de 2015.

http://g1.globo.com/bahia/flica/2014/noticia/2014/10/nao-ler-e-um-erro-grande-diz-dramaturgo-romeno-na-flica-2014.html

[3] Marcio MEIRELLES. Entrevista concedida a Camila Botto. Visualizada em 3 de abril de 2015. http://www.toquebrasileiro.com.br/detalhe/noticia/marcio-meirelles-estreia-espetaculo-do-autor-romeno-matei-visniec/?cHash=5e224579be49c2761e5f548a3e0b5275

[4] Marcio MEIRELLES. Entrevista concedida a Marsilea Gombata. Visualizada em 3 de abril de 2015. http://www.cartacapital.com.br/cultura/a-palavra-e-uma-forma-de-resistencia-lembra-matei-visniec-2220.html

[5] Marcio MEIRELLES. Visualizada em 3 de abril de 2015.

http://www.aplausobrasil.com.br/2014/03/26/pecas-de-matei-visniec-estreias-fringe-e-el-hombre-venido-de-ningun-lugar-sao-primeiras-atracoes-ftc/

[6] Matéi VISNIEC. Visualizado em 02 de abril de 2015. https://www.youtube.com/watch?v=7l8tlgY8zg4

[7] Matéi VISNIEC. Depoimento sobre Espelho para Cegos. Visualizado em 06 de abril de 2015 https://www.youtube.com/watch?v=oVC6Do9mJ8s

[8] Matéi VISNIEC. Entrevista concedida a Welington Andrade. Visualizada em 5 de abril de 2015. http://revistacult.uol.com.br/home/2014/09/%E2%80%9Camar-o-teatro-e-uma-maneira-de-transformar-a-civilizacao%E2%80%9D/

[9] Matéi VISNIEC. Entrevista concedida a Welington Andrade. Visualizada em 5 de abril de 2015. http://revistacult.uol.com.br/home/2014/09/%E2%80%9Camar-o-teatro-e-uma-maneira-de-transformar-a-civilizacao%E2%80%9D/

Publicado em 24/06/2015 | nenhum comentário

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