ECONOMIA DO AUDIOVISUAL NA BAHIA – 2010
texto colaborativo escrito com a assessoria de comunicação da secretaria de cultura do estado da bahia para a revista INFOCULTURA #5 – ECONOMIA DO AUDIOVISUAL – publicada em novembro de 2010
É com grande satisfação que lançamos esta edição especial do INFOCULTURA – Economia do Audiovisual, contendo reflexões e pesquisas de especialistas, gestores e agentes produtivos do setor. São artigos diversos, bastante recentes, que revelam aspectos da dinâmica produtiva do audiovisual, em diversos campos, como produção, difusão, acesso, regulação, financiamento. Nesta edição, destacamos a pesquisa inédita Diagnóstico do Audiovisual na Bahia, do economista Paulo Miguez, que fez este estudo para o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), e agora chega ao público. Além do texto aqui publicado, encartamos como anexo a pesquisa completa.
O Diagnóstico do Audiovisual na Bahia é mais uma incursão da secretaria nesta tarefa de levantamento e consolidação de dados e indicadores sobre o setor cultural baiano, missão que vimos cumprindo com afinco e persistência. O Diagnóstico do Audiovisual na Bahia é, para nós, muito mais do que um banco de informações; em última instância, ele é resultado do nosso desejo e interesse em conhecer a fundo a realidade local e, sem dúvida, se configura como patrimônio da sociedade e deste governo. Seu principal mérito é reconhecer o audiovisual como atividade complexa e sistêmica, onde atuam artistas, artesãos, técnicos e agentes produtivos os mais diversos. Ainda que, em sua maioria, dispersos e pouco articulados, reconhecemos sua atuação em rede e vimos, desde 2007, construindo e implementando políticas públicas que promovam a mobilização e interação entre esses agentes, para fortalecer e consolidar o audiovisual em nosso estado.
Assim, por meio de editais e outros mecanismos de fomento, vimos provocando o encontro da produção independente com a televisão pública; dos realizadores de mostras e festivais com cineastas e produtoras audiovisuais e destes com os agentes do campo da memória; dos pesquisadores e críticos com os cineastas; dos produtores de música com os de audiovisual; entre outras conexões.
Desde 2007, cinema, televisão, jogos eletrônicos e as produções destinadas à veiculação em mídias móveis e redes de comunicação digital passaram a ser alvo das políticas públicas da Bahia. Por isso, outro mérito da pesquisa Diagnóstico do Audiovisual na Bahia é justamente incluir neste estudo as diversas vertentes do audiovisual.
Ao tempo em que publicamos o Diagnóstico do Audiovisual na Bahia, iniciamos, junto com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), a execução do Programa Imagens da Bahia, mecanismo especial de fomento que vai assegurar a produção de 50 obras audiovisuais e a distribuição de três longas-metragens baianos, ainda inéditos no circuito comercial de exibição. As ações do programa serão amparadas por oficinas de capacitação técnica para qualificação dos projetos e produtos.
Somos o primeiro estado brasileiro a lançar mão dessa ferramenta estratégica de fomento, criada pela Ancine em 2007 e que agora é adotada por nós, como ação de fortalecimento das políticas públicas que vimos implementando para o setor. Apesar de ser uma ação pontual, o Programa Imagens da Bahia atende a parte das recomendações e demandas sinalizadas no diagnóstico.
Precisamos avançar, governo e sociedade, para a consolidação dessas políticas.
Com o INFOCULTURA Economia do Audiovisual estamos, sem dúvida, contribuindo para a ampliação do debate e melhor compreensão da atividade audiovisual no Brasil e, em especial, na Bahia.
Boa leitura!
Marcio Meirelles
Secretário de Cultura da Bahia
http://www.plugcultura.ba.gov.br/infocultura/Miolo_Infocultura_n_05_web.pdf
